Avenida da Ponte: uma visão

Este blogue tem proporcionado algum debate sobre a Avenida da Ponte que nos encoraja a partilhar uma perspetiva. O arquiteto Alexandre Burmester escreveu aqui que “não faz sentido que mantenha as dimensões actuais, em particular a sua largura desproporcional. O espaço deveria ser redesenhado para se transformar numa rua com diferentes níveis e patamares, integrando praças e pracetas que criassem uma transição natural até à cota alta. Quanto às construções, estas deveriam ser pensadas com diversidade de desenho e autoria. […] A escala tem de ser humana, os edifícios têm de dialogar com a história do espaço, não esmagá-lo“, ou que “estas áreas não podem, não devem, nem têm qualquer justificação para serem pensadas como zonas mono-funcionais” (“Avenida da Ponte (Regresso III)” a 2024-11-22). E logo dois sorrisos se rasgaram. Foi como ler uma descrição de alguns dos pilares de uma ideia para a zona que já estava então a elaborar em conjunto com o João Batista, que, sublinhe-se, habita a Sé. Inspirados, entre outros, em Leon Krier (recentemente falecido) ou Roger Scruton, sem possuirmos carteira profissional de arquitetura e urbanismo, mas como cidadãos que gostam da sua cidade e sobre ela pensam e agem, estudámos a história do local, como foi evoluindo ao longo dos tempos e o que foi sendo proposto urbanisticamente para ali ao longo do último século. Refletimos por forma a criar, como exemplo possível, o que entendemos ser uma visão coerente. Consequentemente e cientes que as imagens comunicam muito, decidimos modelar para materializar o argumento exemplificativo, como quem diz “e se fosse algo nesta linha?”.


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