UOPG 3 em Aldoar


Afinal o que a CMP está a prever para a UOPG 3 em Aldoar é bastante pior do que eu inicialmente tinha percebido. Esta é uma simulação rigorosa de alguns dos edifícios previstos (aqui no centro da imagem), feita pelo Arq.º Pedro Correia, com base no que a CMP disponibiliza publicamente.

Mesmo que não seja esse o objectivo, parecem fundados os receios de que a consequência seja “esconder” o bairro contíguo e retirar-lhe a vista para o parque. Além da óbvia volumetria excessiva, não há ligação verde pedonal do bairro para o futuro parque.

Uma vez que, como a CMP acabou por confirmar na sessão de apresentação que ontem decorreu, não existem direitos adquiridos por parte dos proprietários da UOPG 3, manter a capacidade construtiva total prevista no PDM para aquela zona é uma opção política, e não uma obrigação da CMP. Da mesma forma que uma UOPG poderá servir para aumentar a construção inicialmente prevista no PDM, também serve para a diminuir. Atendendo à promessa eleitoral, validada com a eleição, de manter a densidade em níveis moderados, a postura mais sensata seria aqui diminuir pelo menos 10 ou 20% da área total de construção, ficando assim com margem para reorganizar a sua distribuição e diminuir o impacto na zona. Não o fazer é também uma opção legítima (mesmo que errada) do Executivo, mas ao menos que seja assumida, e não disfarçada com a invocação de supostos direitos pré-existentes que, na realidade, não são mais que expectativas (eventualmente frustradas) dos proprietários. Tal e qual como na UOPG 1.

Divulgar:

Publicado

em

por

Etiquetas: